Soneto Moderno

SONETO MODERNO

Caducou no mundo toda poesia!
Hoje a vida nos dá é letargia,
Retirou-se a ventura e alegria
Da natureza humana a fantasia!

Tudo que queremos já vem pronto:
Do mais simples desejo a utopia.
Vivemos num corre-corre feito tontos,
Desconhecemos completa harmonia!

E cobramos do “além” a “salvaçao”,
Esquecendo-nos dos nossos erros.
Caminhamos, todos, nessa contramao!

“Nunca se viu na terra tantos enterros…”
A fauna e a flora clamam solução.
Vivemos todos a sofrer dos nervos…

Emanoel M de Arruda

http://leonmessias.blogspot.com.br/2014/10/sonhos-de-icaro.htm

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26-10-2014 UM DIA PARA SER ESQUECIDO!

Vergonhosamente o Estado de Minas Gerais foi contra um filho seu e elegeu a corrupão, a inflação e a violencia!

Não aprenderam a lição de José Joaquim da Silva Xavier!

Estou tentando SOBREVIVER em meio a tanta lama!

http://leonmessias.blogspot.com.br/2014/10/quem-sao-os-corruptos-nesse-pais.html

DJAVAN CAETANO VIANA: O MENESTREL DAS ALAGOAS

DJAVAN CAETANO VIANA: O MENESTREL DAS ALAGOAS
 
Anderson Remígio da Silva¹
Emanoel Messias de Arruda²
Orientadora: Ana Lúcia de Souza³ 

 RESUMO

 Este artigo tem por objetivo identificar características peculiares na produção artística e cultural de um dos ícones de nossa MPB: Djavan Caetano Viana. Sua musicalidade e lirismo poético o diferencia dos demais artistas de sua época, posto que – obedecendo, quiçá inconscientemente, tradições dos trovadores – seus poemas musicados são verdadeiras obras de arte do ponto de vista estético, poético e musical. São para serem cantados e não declamados, como o era na tradição dos antigos menestréis da Idade Média. A sua definição sobre as mulheres – a musa inspiradora de suas canções – é relacionada sempre a sentimentos nobres ou a algo extremamente belo como a natureza. Por conseguinte, ele ocupa uma posição de destaque no cancioneiro popular nacional e até mesmo internacional: nunca dantes as mulheres foram tão apropriadamente elogiadas e valorizadas. Como diz Goulart e Silva (1970), o paralelismo temático e o feminismo o aproximam do amor cortês, próprio das antigas canções de amigos dos menestréis trovadores. É próprio também das cantigas de amigo essa repetição de estrutura poética – o chamado paralelismo – ou o feminismo, em que o trovador se passa por uma mulher em seus versos, como se pensasse e vivesse como ela. Enfim, pela brevidade do tempo serão aqui apenas analisadas uma de suas canções, “Oceano”, comparando-lha a uma das canções de amigo do Cancioneiro D’el Rei . Nosso trabalho terá por meta verificar a letra dessas canções, de forma diacrônica, mostrando que apesar das diferenças entre os tempos em que foram feitas,  têm elas algo em comum: a valorização da mulher e o paralelismo, não apenas estrutural, mas de ideias, de imagens e de sons.

Palavras-chave: Trovadorismo. MPB. Literatura. Música. Poesia.

 

INTRODUÇÃO

 O AMOR CORTÊS DOS TROVADORES

As atitudes medievais para com as mulheres eram bastante influenciadas pela Igreja que, como se sabe, ditava as normas de convivência social das pessoas na Idade média de uma forma mais acentuada que nos dias atuais.  A Igreja – entenda-se aqui a Igreja Católica Apostólica Romana – encarava o sexo feminino como responsável pela tentação do homem, sendo ela mesma o ‘pecado’ e a originadora de todos os males dele advindos. Era vista como o instrumento do diabo e, por outro lado, como “um mal necessário” por seu aspecto gerador de vidas. Desta forma definida a mulher na  Idade Média, o casamento era tido como uma condição de vida degradante e a única maneira do sexo ‘frágil’ conseguir alguma dignidade e valor próprio: como mãe.  A lei canônica permitia inclusive o espancamento e o repúdio por motivação banal, até da própria esposa, o que contribuía de forma exponencial para a humilhação e a subserviência do sexo feminino. Mas com o surgimento dos trovadores na França, essa concepção mudou bastante como veremos.

O primeiro trovador conhecido foi Guilherme IX, duque de Aquitânia. Sua poesia foi a primeira a conter os elementos que caracterizariam, a posteriori, a maneira própria dos trovadores pensarem sobre o amor, sobre a mulher, o amor erótico propriamente dito,

Mas de uma maneira nova. Não apenas maternal, como pretendia a Igreja. Nascia assim o amor cortês. Era de fato um conceito revolucionário para época, pois a mulher não estaria mais relegada a um plano de inferioridade em relação ao homem, sendo a sua companheira e não a sua sombra.

A poesia dos trovadores dignificava as mulheres, na medida em que mostrava profundo respeito por elas. Alguns poetas menestréis lamentavam, a bem dizer, a fria indiferença de algumas damas para com eles, mas nem por isso o bardo – assim também era chamado o trovador perdia a compostura ou as destratavam. No máximo fazia uma cantiga de maldizer, que no fundo culpava-se a si  mesmo pelo insucesso, nunca a amada. Na verdade o menestrel trovador já se sentia realizado apenas com a simples atenção de sua amada, mesmo que fosse para esnobá-lo, pois o objeto primário não era possuir a dama e sim alcançar o refinamento moral que o seu amor por ela lhe inspirava. O amor cortês era, em última análise, um amor platônico.

 ‘Os trovadores achavam que o amor cortês era fonte de refinamento

social e moral, que atos corteses e nobres se originavam do amor.

À medida que essa ideia foi se desenvolvendo, tornou-se a base para

um código de conduta que, com o tempo, foi adotado pelas classes

sociais mais baixas. ’(2)

Diz-nos Moisés (1985, p. 75):

“Durante a Idade Média a cantiga designava a fôrma (sic)

poética vernacular equivalente à cansón provençal ou a chanson

francesa […]

fundia a letra ao som: o poema, condensado a pauta musical,

destinava-se ao canto e a instrumentalização.”

As cantigas de amor exemplificam o tipo de poema de inspiração provençal que penetra na Língua Portuguesa por volta do século XII, iniciando a produção poética propriamente dita nesta parte da península Ibérica, nos diz Goulart e Silva (1970).

A temática das cantigas de amor gira em torno do amor cortês: o poeta dirigi-se a mulher amada escondendo-lhe o nome (compare esse fato com as canções “Flor de Lis”, “Oceano”, “Samurai”, e tantas outras de Djavan) e coloca-se diante dela como um servo humilde diante do seu senhor, no caso ‘senhora’. É importante dizer que, no português arcaico nos séculos XII e XIII aproximadamente, “[…]a palavra ‘senhor’ não tinha feminino e servia tanto para designar alguém do sexo masculino ou feminino.” (GOULART e SILVA, 1970).

Veremos um trecho de uma cantiga de amor dessa época, da Cantiga da Guarvaia, considerada primeira obra literária da língua portuguesa, escrita entre o século XII e XIII:

No mundo não me sei parelha

Mentre me for como me vai,

Ca já moiro por vós – e ai!

Mia senhor branca e vermelha.

Queredes que vos retraia

Quando eu vos vi em saia!

Mau dia me levantei

Que vos enton não vi fea!

E, mia senhor, dês aquel, ai

Me foi a mi mui mal,

Moniz, e bem vos semelha,

D’haver eu por vós guarvaia,

Pois eu, mia senhor, d’alfaia

Nunca de vós houve nen hei

Valia de uma Correa”

(VASCONCELOS, 1904, p.82)

Vale salientar, entretanto, que  feminismo  na cantiga de amigo (3 ) é mais ‘acentuado’ que na cantiga de amor, como veremos em um exemplo de uma cantiga de amigo na metodologia desse trabalho. É  a visibilidade do realismo em “Oceano” de Djavan, entretanto,  que aproxima o “eu poético” de um realismo ‘concreto’ e uma subjetivação tão intensa que o faz criar uma linguagem própria e subliminar para expressar sua paixão pelo ‘amado’, partido-se do pressuposto que é um “eu poético feminino” que declama esses versos:

“Assim, que o dia amanheceu.

Lá no mar alto da paixão

Dava pra ver o tempo ruir,

Cadê você que solidão

Enfim, de tudo que há na terra

Não há nada em lugar nenhum

Que vá crescer sem você chegar

Longe de ti tudo parou…

Amar é um deserto e seus temo

Vida que vai na sela dessas dores

Não sabe voltar, me dá teu calor !

Vem me fazer feliz, porque te amo,

Você deságua em mim e eu oceano

E esqueço que amar é quase uma dor.

Só sei

Viver

Se for

Por você

( Djavan – “Oceano” )

Por tudo isso, a musicalidade e poética em Djavan

“Não lembram a entoação infantil das canções populares

das primeiras décadas do século XX, nem as narrativas

da reação malandra às condições sociais desiguais dos anos 30,

tampouco as imagens justapostas de cocas e cocares do texto tropicalista.”(1)

     OBJETIVOS

     Geral:

  • Mostrar o paralelismo temático e o feminismo, características do trovadorismo, em “Oceano” de Djavan, provando-se, assim, que em sua poesia existe uma linguagem subliminar, subjacente, relacionada com as antigas cantigas dos menestréis. Destacando-se o amor cortês como sua principal característica.

    Específicos:

  • Comparar “Oceano” de Djavan com pelo menos uma cantiga de amigo;
  • Observar quais são os pontos convergentes entre uma cantiga de amigo e a letra de “Oceano”;
  • Demonstrar que o “eu poético”, tanto nas cantigas dos menestréis como em Djavan, se revela imerso em um realismo em que o mundo material se personifica em prol de seus sentimentos nobres, por um amor não poucas vezes platônico e, portanto, impossível de se concretizar senão na própria natureza.

METODOLOGIA

Entendemos que não há melhor maneira de compreendermos as características especificas e geral do trovadorismo na canção “Oceano” que a comparando ao menos com uma das cantigas de amigo, como nos diz Levin (1975):

“Além de dar base à suposição crítica da unidade do poema,

0 conceito de acoplamento (entenda-se aqui como paralelismo temático)

dá à poesia a capacidade de permanecer na memória do leitor.

possui-a qualidade duradoura, não na acepção estática

de documento ou propriedade pública, mas na acepção dinâmica de recriação individual.”

Veremos um exemplo de uma dessas obras, uma cantiga de amigo, feita para ser cantada

e não apenas declamada, do trovadorismo português:

– Ai, flores, ai flores do verde pino,

Se sabedes do meu amigo?

Ai, Deus, e u é?

Ai. flores, ai flores do verde ramo,

se sabedes novas do meu amado?

Ai, Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,

aquele que mentiu do que me a jurado?

Ai, Deus, e u é?

– Vos perguntades polo vos’amado?

e eu ben vos digo que é viv’e sano.

Ai, Deus, que u é?

E eu ben vos digo que é vive e sano,

e será vos cant’ o prazo passado

Ai, Deus, e u é? ”

(Cancioneiro D’el-Rei D. Dinis, p.67)

Comparemos com esta canção de Djavan:

“Assim, que o dia amanheceu,

Lá no mar alto da paixão,

Dava pra ver o tempo ruir,

Cadê você, que solidão,

Esquecerá de mim?

Enfim, de tudo que há na terra

Não há nada em lugar nenhum

Que vá crescer sem você chegar

Longe de ti, tudo parou…

Ninguém sabe o que sofri.

Amar é um deserto e seus temores,

Vida que vai na sela dessas dores,

Não sabe voltar, me dá seu calor.

Vem me fazer feliz, porque eu te amo,

Você desagua em mim e eu oceano

E esqueço que amar é quase uma dor.

SÓ SEI

VIVER

SE FOR

POR VOCÊ!”

(DJAVAN – “Oceano”)

O sofrer calado, mencionar educadamente o seu amor (a chamada mesura), a fim de não incorrer no desagrado do bem-amado é aspectos formais claramente observados tanto na letra da canção de Djavan quanto na letra da cantiga de amigo: nota-se claramente uma presença feminina por trás das palavras: de uma mulher apaixonada que reclama a falta do ser amado, mas isso feito de forma “educada” e sem alardes: “Vem me fazer feliz, porque eu te amo, /Você desagua em mim e eu oceano /E esqueço que amar é quase uma dor.”

O ser amado é sempre representado, ou comparado, a algo da natureza, forte, imenso e belo, no caso ao oceano. Já que, de fato, subentendemos que o “eu poético” em ambos os casos é um ser do sexo feminino, as belezas da natureza se identificam com ele, o amado: o amanhecer, o mar alto, o tempo ruir, “tudo que há na terra não crescerá sem você chegar, longe de ti tudo parou…”, o deserto e por fim o oceano, onde tudo desagua até mesmo as mágoas. A amante enamorada pelo ser amado fica inebriada em seus versos a ponto de dizer; “E esqueço que amar é quase uma dor.”

A plasticidade melódica, a ‘melopeia’ (4) em seu verso final, por exemplo, “Só sei viver, se for por você”, corresponde nitidamente ao lirismo em seu grau último ou, de outra forma dita, ao trovadorismo, onde a sonoridade poética imita o próprio som das ondas do mar, poesia e realidade se fundem como se enamorados se juntassem para sempre. Desejo e sina.

Quanto ao aspecto fôrmal (sic), isto é, referente à fôrma e não a forma de se tecer a poesia, podemos dizer que em “Oceano” existem dois quartetos e dois tercetos, os quartetos terminam em versos de arremates, chamados na lírica galego-portuguesa de ‘fiindas’, ou seja, “estrofe derradeira de uma cantiga, de estrutura própria, mas ligada pela rima (ou pelo tema) as demais estrofes[…]” (MOISÉS, 1985, p.230).

Exemplos:

‘Esquecerá de mim?’, no final da primeira estrofe e ‘Ninguém sabe o que sofri. ’, que funcionam como conclusões de um questionamento do poeta.

E o grande arremate final, que impregna toda a poesia de “Oceano”, impedindo-lhe o sentido maior de todos os versos e até mesmo imitando as ondas do mar:

“Só sei viver, se for por você!”

(Esse verso final assim dito, fora do contexto peculiar à poesia, perde toda o lirismo e beleza. Mas, musicado, com as pausas feitas,  ganha vida própria e cria asas. As asas da imaginação, da epifania poética junta com a musicalidade, tal como ocorria com as cantigas dos antigos menestréis…)

No que diz respeito às comparações feitas de essa canção de Djavan, Oceano, com a cantiga de amigo, que inicia nossa introdução, podemos dizer que em ambas o eu poético é um ser feminino que reclama da falta de seu amado. No primeiro caso, ela apela a Deus:‘Ai, Deus, e u é?’, no segundo a uma introspecção sentimental em que a própria natureza se faz refletir em suas emoções. Mas em ambos  fica caracterizado o feminismo, que é próprio do lirismo dos trovadores. Há também a repetição de estruturas ‘prefabricadas’ na linguagem poética – que apropriadamente Levin (1975) as chamam de “acoplamentos”, ou seja, fôrmas feitas: Ai, Deus, e u é?’, por exemplo, ou repetições sistemáticas de sentimentos recorrentes, como ocorrem em “Oceano”. Vejamos alguns exemplos abaixo:

‘Esquecerá de mim?’

‘Ninguém sabe o que sofri’.

Ou no seu arremate final, também chamado de ‘fiinda’ na poesia trovadores, ver Moisés (1985):

‘SÓ SEI

VIVER

SE FOR

POR VOCÊ!’

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A riqueza poética – porque não dizer própria de um menestrel – das músicas de Djavan, no caso específico de “Oceano”, nos faz ver em sua obra um resgate bem sucedido do amor cortês, do amor de amigo, das antigas cantigas dos trovadores e menestréis da Idade Média, mas isto feito com uma roupagem de modernidade tal que dificilmente um ouvinte comum se apercebe disso, desse fato.

Tudo isso, e muito mais que poderíamos analisar em sua obra, bastante vasta, pode nos elucidar o porquê Djavan Caetano Viana ter trilhado um caminho diferente em nossa discografia, sendo suas músicas:

“[…] conhecidas pelas suas cores. Ele retrata muito bem

em suas composições a riqueza das cores do dia a dia e se utiliza

de seus elementos em construções metafóricas de maneira distinta

dos demais compositores. As músicas são amplas e

confortáveis chegando ao requinte de um luxo acessível a todos.” *(DJAVAN )

Pelo resgate dos menestréis em nossa música e, principalmente, pela valorização da mulher, Djavan merece um lugar de destaque na nossa discografia tanto pela ousadia de seu projeto ( resgatar o amor cortês dos menestréis em uma sociedade tão machista como a nossa ) como pela sua sensibilidade poética ímpar,  o que o torna uma referência musical de grande destaque não apenas nacional, mas mundialmente.

REFERÊNCIAS

DESPERTAI!, Os trovadores eram apenas cantores românticos?, Revista publicada em 08 de fevereiro de 1998, p.20 http://www.jw.org/pt/

*DJAVAN, Caetano Viana. http://pt.wikipedia.org/wiki/Djavan. Acesso em 12 de outubro de 2014, 14:00h.

GOULART, Audemaro Taranto e SILVA, Oscar Vieira. Estudo dirigido de literatura portuguesa: para curso médio – segundo ciclo.7.ed. São Paulo: Editora do Brasil, 1970.

LEVIN, Samuel R. Estruturas lingüísticas em poesia: tradução de José Paulo paes. São Paulo: Cultrix, 1975.

MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. 4.ed. São Paulo: Cultrix Ltda. 1985.

ANEXOS

(1)

Na lírica medieval galego-portuguesa uma cantiga de amigo é uma composição breve e singela posta na voz de umamulher apaixonada. Devem o seu nome ao facto de que na maior parte delas aparece a palavra amigo, com o sentido de pretendente, amante, esposo.  http://pt.wikipedia.org/wiki/Cantiga_de_Amigo

(2)
 
Na teoria, Pound aproxima-se da ideia de Harold Bloom de que existe um conjunto de obras que representam momentos de maiores elevação de uma cultura (alta cultura). Desta forma classifica os poetas (de maneira semelhante à feita por Maiakóvski) numa escala que vai do inventor até o diluidor, estabelecendo verdadeira hierarquia entre eles, e fixando um cânone (Paideuma) próprio, não excludente de outros possíveis, nas palavras do teórico, incluindo as obras que ele considerava o ápice de uma maneira de escrever. Essas “maneiras de escrever” teriam basicamente três tendências: uma voltada para as qualidades sonoras da poesia (melopeia), outra para as qualidades representativas sensoriais-imagéticas, especialmente visuais (fanopeia), e outra para o jogo semântico que ele chama de “a dança das ideias” (logopeia), o que suscita questionamentos de alguns sobre o fato de Pound nunca citar o barroquismo em seu “Paideuma”.
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ezra_Pound
 
 
 

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